O dia nasceu feliz, e eu, radiante...
amor, meu grande amor, não chegue na hora marcada...
chegue à qualquer hora, amor
quando eu estiver dormindo,
quando eu estiver prendendo os fios do cabelo
quando eu estiver tomando banho
quando eu estiver indo pra ti
mas por favor, chegue
mas chega e fica
não precisa ir embora
porque antes eu te gostava mas agora,
agora eu gosto mais ainda...
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
sábado, 27 de dezembro de 2008
desaponto
o sol tá ao longe baixinho...
te recolhe
sobe logo lua
que eu tomo um banho
que eu me visto
que então eu saio do apê
um pouco antes que o meu coração
vire pedaços.
te recolhe
sobe logo lua
que eu tomo um banho
que eu me visto
que então eu saio do apê
um pouco antes que o meu coração
vire pedaços.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
assopro
o vento tocou o meu corpo
que nu, estremeceu;
estremeceu de calor
de cafeína
de vontade
de fazer mais
de ir lá
matar tuas vontades
saciar as minhas
nos teus desejos.
que nu, estremeceu;
estremeceu de calor
de cafeína
de vontade
de fazer mais
de ir lá
matar tuas vontades
saciar as minhas
nos teus desejos.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
victoria - the kinks
Meu dia não amanheceu bem.
Um daqueles dias que como já descrito, amanheceu sentido.
Eu também.
Quando acordei, meus olhos estavam encharcados, minha vista embaçada, minha garganta e coração em nó. Por um momento, preferi apenas não ter acordado. Mas eu acordei. E os presentes estavam por ser comprados. "bosta de data comercial'', pensei. Me vesti, prendi o cabelo com uma caneta e os fios que desciam a nuca com umas pirainhas. Abri o guarda-chuva - se tivesse aberto um toldo, teria me molhado um pouco menos. Andei algumas quadras e lá estava eu no centro da cidade. Caos. Senti a água inundar meu par de all star e o mar de pessoas inundar as lojas do comércio recém aberto. Fiquei feliz de não fazer mais parte daquilo, de não mais precisar gastar o meu latim à fim de convencer o cliente que a bermuda da promoção, tinha a mesma qualidade da bermuda à preço de facada. Almocei em uma simpática padaria que anos atrás descobrira ter o melhor pão de queijo da cidade. Mais tarde, encharcada, cheia de sacolas em uma mão e um guarda-chuva na outra, entrei em casa e me vi envolta de presentes, com lacinhos, fitinhas e embalagens natalinamente decoradas. Atirei tudo no tapete da sala e por fim me atirei junto também. Aquilo me colocou em desespero, meus olhos aguaram e meu coração novamente apertou. Pestanejei, mal-disse, mal-quis tudo aquilo e quem inventou o Natal, os filhos de quem inventou o Natal, os netos e todo mundo que apenas 'seguia' as convenções sem questioná-las. O Natal definitivamente não me faz bem. Data infeliz. Capitalismo selvagem e sem escrúpulos. Senti saudades do tempo em que eu apenas não questionava; senti tristeza em pensar que eu mesmo que na superficialidade, agia de forma alegre; senti vergonha ao ver o pinheiro branco de 2 metros de altura montado na sala, recheado de presentes em volta, enquanto da janela da sacada, claramente podia-se ver gente grande e gente pequena e gente muito pequena revirando o lixo que eu acabei de produzir; senti alívio de ter consciência de tudo isso e não ser mais um afogado no 'eu' e no próprio umbigo.
Meu amor tá pra cá. Preciso vê-lo, sentí-lo, tocá-lo e sentir-me protegida nos braços e nos beijos dele. Preciso entregar-lhe o meu presente, ser o seu presente, tornar-me o seu futuro sem fim e entregar a mim sem receio. Hoje eu não quero ficar mal. Hoje eu quero me sentir bem, disfarçar minha tristeza profunda com princípio em não sei onde e findo em não sei o que.
Hoje a música vai ser alta.
Victoria dos Kinks me faz sentir bem.
Victoria me faz sentir bem.
Hoje, tudo o que eu preciso é da Victória.
Long ago life was clean
Sex was bad and obscene
And the rich were so mean
Stately homes for the lords
Croquet lawns, village greens
Victoria was my queen
Victoria, victoria, victoria...
.......... viiiiiiiiiiiiicccccccctóóóóóóóóóóóóriiiaaaaaaaaaa
Um daqueles dias que como já descrito, amanheceu sentido.
Eu também.
Quando acordei, meus olhos estavam encharcados, minha vista embaçada, minha garganta e coração em nó. Por um momento, preferi apenas não ter acordado. Mas eu acordei. E os presentes estavam por ser comprados. "bosta de data comercial'', pensei. Me vesti, prendi o cabelo com uma caneta e os fios que desciam a nuca com umas pirainhas. Abri o guarda-chuva - se tivesse aberto um toldo, teria me molhado um pouco menos. Andei algumas quadras e lá estava eu no centro da cidade. Caos. Senti a água inundar meu par de all star e o mar de pessoas inundar as lojas do comércio recém aberto. Fiquei feliz de não fazer mais parte daquilo, de não mais precisar gastar o meu latim à fim de convencer o cliente que a bermuda da promoção, tinha a mesma qualidade da bermuda à preço de facada. Almocei em uma simpática padaria que anos atrás descobrira ter o melhor pão de queijo da cidade. Mais tarde, encharcada, cheia de sacolas em uma mão e um guarda-chuva na outra, entrei em casa e me vi envolta de presentes, com lacinhos, fitinhas e embalagens natalinamente decoradas. Atirei tudo no tapete da sala e por fim me atirei junto também. Aquilo me colocou em desespero, meus olhos aguaram e meu coração novamente apertou. Pestanejei, mal-disse, mal-quis tudo aquilo e quem inventou o Natal, os filhos de quem inventou o Natal, os netos e todo mundo que apenas 'seguia' as convenções sem questioná-las. O Natal definitivamente não me faz bem. Data infeliz. Capitalismo selvagem e sem escrúpulos. Senti saudades do tempo em que eu apenas não questionava; senti tristeza em pensar que eu mesmo que na superficialidade, agia de forma alegre; senti vergonha ao ver o pinheiro branco de 2 metros de altura montado na sala, recheado de presentes em volta, enquanto da janela da sacada, claramente podia-se ver gente grande e gente pequena e gente muito pequena revirando o lixo que eu acabei de produzir; senti alívio de ter consciência de tudo isso e não ser mais um afogado no 'eu' e no próprio umbigo.
Meu amor tá pra cá. Preciso vê-lo, sentí-lo, tocá-lo e sentir-me protegida nos braços e nos beijos dele. Preciso entregar-lhe o meu presente, ser o seu presente, tornar-me o seu futuro sem fim e entregar a mim sem receio. Hoje eu não quero ficar mal. Hoje eu quero me sentir bem, disfarçar minha tristeza profunda com princípio em não sei onde e findo em não sei o que.
Hoje a música vai ser alta.
Victoria dos Kinks me faz sentir bem.
Victoria me faz sentir bem.
Hoje, tudo o que eu preciso é da Victória.
Long ago life was clean
Sex was bad and obscene
And the rich were so mean
Stately homes for the lords
Croquet lawns, village greens
Victoria was my queen
Victoria, victoria, victoria...
.......... viiiiiiiiiiiiicccccccctóóóóóóóóóóóóriiiaaaaaaaaaa
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
domingo, 21 de dezembro de 2008
da minha falta
se eu pudesse te ter
cada vez que eu te precisasse
tu nem perderia tempo com o viagens
tu estaria sempre aqui
porque quando é bom
a gente quer sempre amor
fica aí mais um pouco
que eu vou ali fazer um café
cada vez que eu te precisasse
tu nem perderia tempo com o viagens
tu estaria sempre aqui
porque quando é bom
a gente quer sempre amor
fica aí mais um pouco
que eu vou ali fazer um café
sábado, 20 de dezembro de 2008
mais tarde será melhor
O celular tocou 06:45. Não era um bom horário para findar meu sono tranquilo. Levantei, fui para o banheiro, fitei meu rosto e o meu azar: não foi legal não conseguir a simpatia do meu professor de matemática, que me deixou em exame por 0.5. Deixei minhas lamentações de lado, lavei o rosto e me vesti. Enquanto dentava as minhas torradas de queijo, pensava no momento pelo qual estava passando: por impulsividade e repulsividade, larguei meu emprego. "Enquanto uns trabalham, outros vivem", pensei eu cá com os meus botões. No início desse mês fez dois anos que eu apenas não sabia o que era 'tirar férias', apenas contando com os putos feriados que se sucederiam no decorrer do ano, e que de tão putos, caíram todos em finais de semana com exceção de 3. Bosta.
Hoje é um dia quente. Pensando em relatar meu almoço, lembrei-me que apenas não almocei. Há algumas horas atrás, com um livro nas mãos e uma puta comodidade no sofá, adormeci. Acordei faz pouco, comi uma taça de sorvete de chocolate, terminei de ler um livro e cá estou. Está tão quente lá fora, aqui dentro está menos mas sinto meu corpo ainda adormecido de calor.
Vou tomar um banho agora.
Mais tarde será melhor.
Hoje é um dia quente. Pensando em relatar meu almoço, lembrei-me que apenas não almocei. Há algumas horas atrás, com um livro nas mãos e uma puta comodidade no sofá, adormeci. Acordei faz pouco, comi uma taça de sorvete de chocolate, terminei de ler um livro e cá estou. Está tão quente lá fora, aqui dentro está menos mas sinto meu corpo ainda adormecido de calor.
Vou tomar um banho agora.
Mais tarde será melhor.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Eu me demito.
Simples.
E bora curtir a vibe de ser mais um número no quadro
de desemprego do país.
AGORA É FESTA!
... ao menos até o final do ano.
he he he, malandra.
E bora curtir a vibe de ser mais um número no quadro
de desemprego do país.
AGORA É FESTA!
... ao menos até o final do ano.
he he he, malandra.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
preferência
... e sinceramente, eu prefiro tua paixão do que o teu amor
porque a paixão, mesmo que passageira, é quente
e o amor, mesmo que duradouro, é morno
porque a paixão, mesmo que passageira, é quente
e o amor, mesmo que duradouro, é morno
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
paixonite
Me senti apaixonada por alguma essência solta no ar
e já sem dono que pairou perto de mim.
Talvez não fosse bem uma paixão,
mas enfim
Ri feito uma boba por uma hora...
depois passou.
Uma expectativa bonita e um banho gelado
hoje me foram as cores de um dia cinza.
e já sem dono que pairou perto de mim.
Talvez não fosse bem uma paixão,
mas enfim
Ri feito uma boba por uma hora...
depois passou.
Uma expectativa bonita e um banho gelado
hoje me foram as cores de um dia cinza.
domingo, 7 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
roll
afugentei-me de todo o resto;
estou mais minha que nunca
mais minha
mais minha
só menos minha que tua.
estou mais minha que nunca
mais minha
mais minha
só menos minha que tua.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
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