quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

depois de tanto dormir, acordei.

andei tão down nos últimos dias. nem escrever, que sempre me fez tão bem e sempre se fez tão necessário, eu conseguia ou tinha vontade. o carnaval passou mas eu não comemorei. não porque não quis, mas porque não tinha motivos nem disposição. meu sentimento nos últimos dias, foi de quem muito correu e quando chegou na estação, o trem já havia partido. e partiu mesmo. me sinto em pedaços como há muito não me sentia. esse ano realmente começou com tudo. com tudo dando errado, meu refrigerador apenas não funciona, minha garganta vive em nó. quem não me deixa partir de vez, são algumas pessoas. algumas poucas que realmente se preocupam em esconder os dramins da cabeceira da minha cama. ontem foi a quarta-feira de cinzas menos cinza que eu já vi. das nuvens do céu caiam água mas dos meus olhos não. eu estava feliz, tranquila. depois de um filme assistido e um café tomado junto a um amigo, as coisas ficaram muito melhores. conversamos por horas à fiu e eu nem vi o tempo passar. ele me disse algo que me martelou a cabeça por horas e que só depois de tanto refletir, me fez sentido. ele me disse 'deixa o orgulho de lado caso bata, porque amor e perdão não combinam com orgulho'. refleti a respeito a noite inteira. a gente vai mudando aos poucos e a essa mudança dá-se o nome de crescimento. tem dias que eu me sinto tão capaz e dona de mim e tem outros que eu não quero nem sair da cama. ainda tenho muuuito o que crescer. sozinha, vai ser mais difícil, mas talvez seja o único jeito.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

e que assim seja.



Sorte de hoje:
Você sempre terá sorte nas questões pessoais.
legal hein, garantia de estabilidade emocional é utópico porém consolador. sinto muito não acreditar em 'sorte'. sinto mesmo. é mais fácil acreditar que tua realidade não depende de ti, pura e exclusivamente de ti, que há outras forças sobre as quais tu não tem domínio traçando o teu caminho, te exonerar da culpa que tu sente pelas coisas não terem dado certo. eu já prefiro acreditar que a minha realidade sou eu quem traça. se não deu certo, foda-se, bato no peito e sigo em frente. se deu certo? mérito meu. azar no jogo sorte no amor, se eu não jogo é azar na sorte jogo no amor e que assim seja.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

passagem

era tarde e frio quando ele me encontrou na rua vazia. 'é perigoso que tu ande assim sozinha por essas ruas tão escuras' ele me disse. eu sabia que o conhecia de algum lugar e aquilo me intrigava. 'lembra que costumávamos visitar aqueles sonhos perdidos, esquecidos e outrora felizes daqueles que há muito não dormem e já nem sabem o que é sonhar?' ele me perguntou. caminhamos um pouco e então sentamos nos degraus de uma longa e gelada escadaria. as ruas estavam tão vazias quanto poderiam estar e o vento que batia no rosto, cortava. conversamos mais um pouco e então eu disse 'ontem eu quis tanto te dar um beijo, mas agora eu preciso ir embora'. a expressão antes boba e alegre, ficou triste e depois muito triste. não quis ver aquilo. fechei os olhos por um momento, abri e ele não estava mais ali. acordei ofegante e triste, com o sol batendo na janela e o corpo suando frio.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

da intuição feminina



pedros mários joaquins
aqui, na china ou são josé do bonfim
sempre iguais
não muda.


são só garotos, né?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

clareou

então eu penso que
a chuva que lavou a alma
também tirou a confusão da vista antes turva
e agora
vejo que a grama do vizinho já não é tão verde assim.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

do meu chaveiro

deitada na cama fazendo confidencias ao teto, a música daquele dia começou a tocar. instintivamente, lembranças me tomaram a mente e eu comecei a rir abobada. me lembrei daquele dia, onde o apartamento, o sofá e a cama nos esperava. na ansiedade, na excitação de eu ter tu e tu me ter, acabamos quebrando a chave na fechadura, colocando em pranto a coca-cola na geladeira, o chocolate ainda embalado e a cama feita do outro lado da porta. rimos tanto, eu me lembro. depois, sentamos no chão do corredor e lá ficamos por um tempo. nos queríamos, nem que fosse ali mesmo e nos riamos de toda aquela situação. enquanto tu beijava a minha boca, aquela música tocava no apartamento ao lado. tu me perguntou se eu gostava e eu disse que não, mas que estava guardando ela comigo, para que toda a vez que eu a ouvisse, a minha mente retomasse todas aquelas sensações e expectativas como aconteceu hoje, deitada na cama fazendo confidencias ao teto, agarrada na chave antes quebrada, agora no meu chaveiro.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

no fim do arco-íris tem um pote de ouro

eu quero
fazer poesia contigo
fazer de ti o meu destino
pra ti desfilar o meu melhor vestido
confundir minha história com a tua.
eu vou
me esparramar no teu travesseiro
do teu último dia ao meu primeiro
vou viver de paixão
e morrer de amor.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

nantes

nota:
procura-se colo, beijo e consolo;
... e uma dose de atenciosidade peloaaamoordedeus!

http://www.youtube.com/watch?v=jc3ZAs17uAg

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A Revolta dos Motoqueiros


Retomando a Revolta
O último episódio de contestação da população de Passo Fundo e região contra autoridades, com conseqüências fatais, foi a revolta de motoqueiros – espécie de levante popular ocorrido entre cinco e sete de fevereiro de 1979. o estopim foi o motoqueiro de 17 anos, Clodoaldo Teixeira, ter sido perseguido e alvejado por policiais militares em frente à casa dos pais após fugir de uma batida policial.
(...)
Na cidade, os motoqueiros e cabeludos eram perseguidos pelos policiais. O assassinato de Clodoaldo gerou revolta dos motoqueiros e da população contra a brigada militar, cujas lideranças se negaram a punir os responsáveis.
Os protestos iniciaram com a tentativa de linchamento do autor dos disparos, por parte da vizinhança, e alastrou-se pela cidade por mais três dias, envolvendo cerca de dez mil pessoas e gerando a morte de outros dois jovens: Adão faustino e Joceli Joaquim Macedo – ambos mortos em protesto diante do cpa3, na avenida brasil. (...) O episódio marcou o cotidiano dos passofundenses e o imaginário da nova geração.

Daqui ó: http://malvadosazuis.blogspot.com/

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

do que restava te dizer

eu quero um beijo, um abraço, um colo, um cafuné e um amasso. somos amigos tu me disse. minhas expectativas, sendo assim, suponho que serão alteradas. talvez um beijo e um aperto de mão, talvez um aperto de mão ou então só um oi. desde aquele dia, foi-se quase um mês e a ficha que já deveria ter caído ainda não foi comprada. tola. fui tua, tua, todos os meus sentimentos tão somente teus por um ano e mais um pouco. pode parecer besteira ou tempo raso. seria pra qualquer um, mas não pra mim que nunca me mantive apaixonada por ninguém por mais de duas semanas. cara, tu foi muito importante pra mim. tu realmente me viu crescer, me viu pirar, chorar, morrer de ódio e arder de amor. o ano que passou pra mim foi muito mais do que 'o ano passado', foi um aprendizado, uma busca cotidiana pra me manter dentro de ti e tu de mim. todos me disseram que não daria certo, que não existe amor a quase 100 km de distância, mas nós provamos que sim, que é possível sim e que quem diz que não foi porque nunca foi mordido pelo amor que eu e tu provamos um pelo outro. foi-se o ano passado. por ironia do destino, do acaso, do improvável, o último dia que te vi foi dia 31 de dezembro. o encerramento com chave de ouro, chave essa que te tranca lá atrás, que te tranca no meu passado tão presente e tão doído. hoje tu quis saber da minha vida, dos beijos que dei depois que tu se foi. cara, isso me dói tanto. te escondo nomes e identidades e tu me diz que não te machuca saber dos últimos acontecimentos. cara, isso dói mais ainda. foi-se o ciúme, o desejo, a vontade. nos sobra agora.. o amor? é, nos sobra. mas dessa vez o 'amor' é sobra, todo o resquício do que foi antes. ok, somos amigos. agora sim, amigos. não tenho mais nada o que te esconder, te contei tudo o que eu senti e que ainda sinto, agora vai embora por favor.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

não mais que isso

A melhor expectativa do meu dia consistiu no fim dele. por algum motivo, senti-me motivada ao ver as nuvens cinzas e amareladas correndo o céu. o vento gelado que batia no meu rosto, colocava os fios do meu cabelo em nó e as minhas idéias em pranto; um turbilhão de sentimentos podiam ser justificados em um só. eu estava tendo um déjà vu.